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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Bibliotecando



Em maio, lançamos o convite para (re)descobrirem algumas entrevistas feitas pelo jornalista Carlos Vaz Marques, no programa de rádio "Pessoal e Transmissível", transmitido na TSF.

Da literatura à música, este livro oferece-nos a experiência de testemunhar diálogos intimistas que se vão tecendo com nomes como Maria João Pires, Joana Carneiro, António Lobo Antunes, Jacinto Lucas Pires, António Damásio, Pedro Mexia ou Eduardo Prado Coelho.

Uma ótima forma de compreender o mundo que nos rodeia, através de conversas que se devoram como cerejas.



terça-feira, 5 de abril de 2016

terça-feira, 1 de março de 2016

Bibliotecando

O livro que propomos para o mês de março é:


"O mundo ficou às avessas. Da Europa já não se parte, é lá que se chega. Em pequenos barcos, frágeis cascas de noz. Deixando noutras terras guerra e fome. E o mar tornou-se uma palavra amarga.
Mas a palavra migrante, naquelas terras longínquas, é uma bela palavra. Quer dizer coragem, esperança, futuro.

Este é um livro habitado pela água oceano mar que sustenta separa e une esperanças terras destinos.
Um livro sem palavras. Talvez porque as palavras se esconderam à espera da maravilha de um gesto.

A todos os que pensam que as pessoas também pertencem à espécie migratória."
Mariana Chiesa Mateos

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Bibliotecando

Para este mês de fevereiro, a proposta de Livro do Mês da Biblioteca é:

Irmão Lobo de Carla Maia de Andrade

«O pai tinha dito que íamos fazer uma expedição. (…)
"Vamos passar por sítios onde nenhum homem pisou, até chegarmos ao nosso destino", disse ele, fazendo voz grossa de chefe índio. Arrepiei-me, mas não tive medo, porque quando o pai vestia a pele de Alce Negro não havia nada que não soubesse.
     - O que é o destino?
     - É o sítio onde pertencemos. A nossa casa.
     - Mas nós já temos uma.
     - Não é essa. A nossa casa tem raízes, como uma árvore.
     - É muito longe?
     - Mais ou menos.
     - Como é que chegamos lá?
     - Pelo instinto.
Não percebi nada.
Felizmente, tinha trazido comigo o Coelho Voador. Podíamos sempre perguntar-lhe que direção seguir, se perdêssemos o destino. Falava com as orelhas, bastava olhar com atenção e ele, tuca, respondia logo, mexendo a direita ou a esquerda. 
Então fomos pela estrada fora, deixando para trás os prédios do bairro onde ficava a nossa casa nova-velha, sem florestas nem pradarias à volta. Só prédios e mais prédios, todos novos-velhos, todos iguais ao nosso.»


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Bibliotecando

Para começar bem o ano, a Biblioteca propõe como livro do mês:

Encontrei o Principezinho - Carta a Saint-Exupéry 
de Jorge Cabral dos Santos


“Pois bem, Antoine, eu estava neste sono turbulento (…) quando senti que qualquer raminho me fazia cócegas nos pés. Não liguei, ao princípio, e insistia no sono. Já estava a achar demasiada a insistência para ser qualquer coisa casual, como mosquitos ou folhagem dos arbustos. Mas o que mais me intrigava era uma risada fininha, a seguir às cócegas, que eu sentia afastar-se e esconder-se. Tantas vezes isto aconteceu, que resolvi levantar a cabeça e perguntar, em voz sonora: «Quem está aí?!» Ninguém respondia e a brincadeira, galhofeiramente, repetia-se vezes sem conta.

Ah, Antoine, foi aí que eu comecei a suspeitar do principezinho.” 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Bibliotecando


A proposta de leitura que as Bibliotecas lançam neste mês de Novembro é:

Um, ninguém e cem mil de Luigi Pirandello

“A ideia de que os outros viam em mim alguém que não era eu tal como eu me conhecia, alguém que só podiam conhecer olhando-me de fora com olhos que não eram os meus e que me atribuíam um aspecto que estava destinado a ser-me sempre estranho, embora existisse em mim, embora fosse o meu aspecto para eles (um «meu» que, portanto, não existia para mim!) – uma vida na qual embora sendo a minha para eles, eu não podia penetrar – essa ideia não me deixou mais ter sossego.”


terça-feira, 2 de junho de 2015

Bibliotecando


Neste mês de junho, a proposta da Biblioteca para as férias vai neste sentido...


2º ciclo - O Senhor Ibrahim e as flores de Alcorão, de Eric-Emmanuel Schmitt


“- Ora vejam, Momo, estamos num país de ricos. Olha, não há caixotes de lixo.
- O que têm que ver com os caixotes do lixo?
- Quando queres saber se um lugar é rico ou pobre, procuras os caixotes do lixo. Se não há lixo nem caixotes, é muito rico. Se há caixotes e não há lixo, é rico. Se vês lixo ao lado dos caixotes, não é rico nem pobre, é turístico. Se vês lixo e não há caixotes, é pobre. E se vês pessoas no meio do lixo, é muito pobre. Este é um sítio rico.”

3º ciclo - Pensei que o meu Pai era Deus e outras histórias reais do National Story Project, organizado por Paul Auster


“Ia eu pela Stanton Street certo domingo de manhã bem cedo, quando vi uma galinha uns metros à minha frente. Eu andava mais depressa do que a galinha, de maneira que, a pouco e pouco, fui-me acercando dela. Nas proximidades da 18th Avenue, estava já quase a apanhá-la. A galinha virou para sul na 18th Avenue. Quando chegou à quarta casa, meteu pelo caminho do jardim, subiu aos saltinhos os degraus da frente e desatou à bicada na porta de proteção de metal. Passado um bocado, a porta abriu-se e a galinha entrou.” 

Secundário - Festas de Casamento de Naguib Mahfouz


“Os dias passavam, o meu sofrimento aumentava e uma força satânica libertava os meus sonhos secretos. Sentado frente à máquina de escrever, senti um impetuoso desejo de liberdade, de recuperar a minha humanidade perdida e a minha criatividade desperdiçada. Como podia o prisioneiro quebrar as suas grilhetas? Imaginava um mundo ideal, sem pecados, sem vínculos nem obrigações sociais, um mundo cheio de criatividade, inovação e pensamento, nada mais; um mundo dedicado à bendita solidão, sem pai nem mãe, sem esposa nem filhos. Um mundo pelo qual o homem pudesse viajar ligeiro, imerso unicamente na arte.”

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Bibliotecando

A começar o terceiro período, propomos neste mês de abril os seguintes livros, dos quais destacamos os excertos que seguem abaixo:

2º ciclo - Chocolate à Chuva, de Alice Vieira 

"Fizemos malas, desfizemos malas, vamos embora, não vamos embora, tira o mapa da gaveta, volta a pôr o mapa na gaveta, cuidado não te entales, contámos o dinheiro pela 146ª vez, a Rosa tolinha de todo a aumentar ainda mais a confusão agarrada às nossas pernas a gritar (…).
Não há dúvida: férias são rica invenção, sim senhora. Gasta-se mais dinheiro do que nos outros dias (diz o meu pai), cansamo-nos mais do que a trabalhar (diz a minha mãe), deixamos a casa fechada e sozinha o que é um perigo (diz a minha avó), não vou dormir na minha caminha e com a minha almofada (diz a minha irmã), zangamo-nos todos à partida, à chegada, e quando não se encontra o lugar para arrumar o carro (digo eu), mas não há nada melhor neste mundo, ó gentes!"

3º ciclo - A rapariga que roubava livros, de Markus Zusak

“Primeiro as cores.
Depois os humanos.
É geralmente assim que eu vejo as coisas.
Ou, pelo menos, tento.
Eis um pequeno facto
Vocês vão morrer.
Para falar francamente, estou a tentar mostrar-me prazenteira acerca deste tópico, embora a maioria das pessoas sinta dificuldade em me acreditar, por muito que eu proteste. Por favor, confiem em mim. Eu posso definitivamente ser prazenteira. Posso ser amável. Agradável. Afável. E isso só nos A’s. Só não me peçam para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.”

Secundário - O homem sem nome, de João Aguiar

“Rashid falou devagar, sem desviar os olhos dele: - O meu retiro terminou, vamos partir hoje. Mas há tempo, a minha tribo não anda longe. Antes de montar… enfim, gosto de saber quem são os homens que encontro pela frente. Ontem não perguntei o teu nome; nem o farei hoje, pois isso é contra as nossas leis de cortesia…
Aguardou, para dar tempo a que o poeta lhe dissesse o nome (isso, sim, estava de acordo com as leis de cortesia), porém ele não o fez.
- Há coisas que preciso de saber. Disseste-me ter atravessado a Zona Central e eu não acreditei. Ninguém ainda foi capaz de o fazer. Até os kotys, quando enlouquecem, morrem antes de lá chegar.” 

terça-feira, 3 de março de 2015

Bibliotecando

Para o mês de Março, a Biblioteca propõe as seguintes leituras:

2º ciclo - Charlie e a Fábrica de Chocolate, de Roald Dahl



“Charlie Pipa adora chocolate. E o Sr.Willy Wonka, o mais prodigioso inventor do mundo, vai abrir as portas da sua maravilhosa fábrica de chocolate a cinco crianças sortudas. É o melhor prémio do mundo! Enche-bocas eternos, bombons serpentina e um rio de chocolate derretido esperam por elas. Se Charlie conseguir um bilhete Dourado, estas lambarices deliciosas podem ser TODAS suas.”


3º ciclo - A história do senhor Sommer, de Patrick Süskind




 “No tempo em que eu ainda trepava às árvores – há muitos, muitos anos, há dezenas de anos atrás, media apenas pouco mais de um metro, calçava o número vinte e oito e era tão leve que podia voar – não estou a mentir, naquele tempo eu podia de facto voar – ou, pelo menos, quase, ou, melhor dizendo: naquela altura teria realmente conseguido voar, se de facto o tivesse querido fazer e se verdadeiramente o tivesse tentado, pois… Pois lembro-me com exatidão de que uma vez não voei por um triz.”

Secundário - Carlota Fainberg, de Antonio Muñoz Molina

“Tudo começa, acidentalmente, no aeroporto de Pittsburgh. Enquanto aguarda embarque para Buenos Aires, aonde vai proferir uma palestra sobre Jorge Luís Borges, Cláudio, professor de Literatura, vê-se forçado a corresponder ao muito falador Marcelo, um executivo em trânsito para Miami. O fato de ambos serem espanhóis faz com que Marcelo insista em dar a conhecer ao seu companheiro acidental (…) a aventura que aí viveu com a mais bela das mulheres: Carlota Fainberg. Depois do seu inexplicável desaparecimento, só voltou a vê-la quando partiu, num adeus brusco e enigmático. Ao chegar a Buenos Aires, Cláudio visita o Town Hall e reconhece imediatamente Carlota. Vem a saber, todavia, que Carlota Fainberg morreu há vinte anos, portanto muito antes de Marcelo a ter podido conhecer. Será que Marcelo inventou a história que contou a Cláudio? Ou não passa tudo de uma alucinação que se transferiu de Marcelo para Cláudio? E, viva ou morta, quem é afinal, Carlota Fainberg?”


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Bibliotecando

Para este mês de Fevereiro, a Biblioteca e um aluno do 3º ciclo propõem as seguintes leituras:

2º ciclo - Peter Pan, de J.M. Barrie

“Todas as crianças crescem, exceto uma. Rapidamente percebem que hão-de crescer, e foi do seguinte modo que Wendy percebeu: um dia, a brincar no jardim, quando tinha dois anos, colheu mais uma flor e correu com ela para junto da mãe. Imagino que devia estar linda de se ver, porque a Sra. Darling levou a mão ao peito e exclamou. «Oh, porque é que não podes ficar assim para sempre!» Nada mais disseram uma à outra sobre o assunto, mas daí em diante Wendy soube que teria que crescer. A partir dos dois anos sabe-se sempre. Os dois anos são o princípio do fim.”

3º ciclo - Epic – PRIMA A TECLA START PARA JOGAR, de Conor Kostick

“Acredita-se que o jogo havia sido concebido, muitos séculos antes, para entreter os colonos que viajavam em condições quase glaciais pela vastidão do espaço. Não estava nos planos dos seus inventores que o jogo se viesse a tratar da lenta acumulação de dinheiro, nem mesmo da resolução de conflitos – apesar de esta ideia fazer mais sentido para Erick. Não, os inventores tinham criado o jogo por pura diversão.”

(sugestão de um aluno do 3º ciclo)


Secundário - Desencontros, de Jimmy Liao



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Bibliotecando

Eis as propostas da equipa da Biblioteca para este mês de janeiro. 


2º ciclo / Matilda, de Roald Dahl

Excerto
“ Por acaso, algum de vocês sabe a tabuada do dois?
Matilda pôs a mão no ar. Foi a única.
(…) - Muito bem- disse ela.- Levanta-te, por favor, e começa a dizê-la até onde souberes.
Matilda levantou-se e começou a recitar a tabuada dos dois. Quando chegou ao dois vezes doze são vinte e quatro”, não parou. Continuou com dois vezes treze são vinte e seis, dois vezes catorze são vinte e oito, dois vezes quinze são trinta, dois vezes dezasseis são…”
-Para! - pediu a menina Honey. Tinha estado levemente fascinada a ouvir aquela cantilena tranquila. – Sabes até onde? – Perguntou ela.
- Até onde?- repetiu Matilda. – Bom, na verdade não sei, menina Honey. Até bastante mais, acho eu.”
(…) – Por exemplo - disse a menina Honey-, se eu te pedisse que multiplicasses catorze por noventa… não, isso é demasiado difícil…

- São duzentos e sessenta e seis - Disse Matilda serenamente.”

3º ciclo / O Sonhador, de Ian McEwan

Excerto
“ APRESENTO-VOS PETER
Quando Peter Fortune tinha dez anos, os adultos diziam muitas vezes que era uma criança «difícil». Peter nunca percebeu o que isso significava. Não se sentia nada difícil. Não atirava garrafas de leite aos muros do jardim, não despejava ketchup por cima da cabeça a fingir que era sangue, nem sequer dava com a espada nos tornozelos da avó, embora às vezes essas ideias lhe passassem pela cabeça. Tirando os legumes (excepto as batatas), o peixe, os ovos e o queijo, comia tudo. Não era mais barulhento, mais porco ou mais estúpido do que as pessoas que conhecia. Tinha um nome fácil de dizer e de soletrar. O seu rosto, pálido e sardento, era facílimo de fixar. Ia todos os dias para a escola como as outras crianças e nunca refilava por causa disso. Limitava-se a ser tão monstruoso para a irmã como ela era para ele. A polícia nunca veio bater-lhe à porta para o prender. Nunca apareceram médicos de bata branca a quererem interná-lo num manicómio. Segundo lhe parecia, era uma pessoa até bastante fácil. Que haveria nele de difícil? “

Secundário / Os pássaros e outros contos macabros, de Daphne du Maurier

Excerto

“ «Não olhes agora», disse John à sua mulher, «mas a duas mesas da nossa estão duas velhotas a tentar hipnotizar-me.»
Laura, apanhando logo a deixa, fez uma imitação primorosa de um bocejo e depois deitou a cabeça para trás como se esquadrinhasse os céus em busca de um avião inexistente.
«Mesmo atrás de ti», acrescentou ele. «Por isso é que não te podes virar de repente – era óbvio de mais.»
Laura recorreu ao truque mais velho do mundo e deixou cair o guardanapo, depois curvou-se para o apanhar a seus pés, deitando uma olhadela furtiva por cima do ombro esquerdo ao tornar a endireitar-se. Sorveu o ar das bochechas, primeiro indício revelador de uma histeria controlada, e baixou a cabeça.
«Não são velhotas nenhumas», disse. «São dois gémeos travestis.» ”

domingo, 14 de dezembro de 2014

Bibliotecando

Eis as propostas da equipa da Biblioteca para este mês de dezembro, desta vez, alusivas ao Natal:

2.º Ciclo | A noite de Natal, de Sophia de Mello Breyner

Excerto:


          “Quando se viu sozinha no meio da rua teve vontade de voltar para trás. As árvores pareciam enormes e os seus ramos sem folhas enchiam o céu de desenhos iguais a pássaros fantásticos. E a rua parecia viva. Estava tudo deserto. Àquela hora não passava ninguém. Estava toda a gente na Missa do Galo. As casas, dentro dos seus jardins, tinham as portas e as janelas fechadas. Não se viam pessoas, só se viam coisas. Mas Joana tinha a impressão de que as coisas a olhavam e a ouviam como se fossem pessoas.
«Tenho medo», pensou ela. Mas resolveu caminhar para a frente sem olhar para nada. ”


3.º Ciclo | O mistério de Natal, de Jostein Gaarder

Excerto:

         
        “… Os ponteiros do relógio deviam estar tão cansados de girar para o mesmo lado, ano após ano, que, porventura, decidiram mudar de sentido…
     Anoitecia. Lá fora, as iluminações de Natal estavam acesas e uns espessos farrapos de neve pairavam por entre os lampiões. As ruas pululavam de gente.
          Entre aquelas pessoas apressadas estavam Joakim e o pai que tinham vindo à cidade à última da hora para comprar um calendário do Advento, porque no dia seguinte era o primeiro de Dezembro.”





Secundário | Crimes de Natal – Vários Autores

Excerto:

        “Havia no ar aquilo que só posso descrever como uma sensação curiosamente sobrenatural. Dir-se-ia que havia qualquer coisa que pesava sobre todos nós. Uma sensação de infortúnio. Para começar, havia George, o porteiro do vestíbulo. Fazia anos que lá estava e conhecia toda a gente. Bronquite e pneumonia, e morreu ao quarto dia. Uma coisa tristíssima. Um verdadeiro golpe para toda a gente. E ainda por cima quatro dias antes do Natal. E depois uma das criadas (uma jóia de rapariga), com uma infecção num dedo, morreu realmente no espaço de vinte e quatro horas.
            Eu estava na sala de visitas com Miss Trollope e a velha Mrs. Carpenter, e Mrs. Carpenter estava a ser positivamente macabra… A saborear tudo aquilo, sabem?
            - Tome nota do que lhe digo – dizia ela. – Isto não é o fim. Conhece o ditado? Não há duas sem três. É uma coisa que se tem verificado vezes sem conta. Vai haver outra morte. Não há dúvida nenhuma. E não teremos muito que esperar. Não há duas sem três.”


domingo, 16 de novembro de 2014

Bibliotecando

Aqui ficam as sugestões de leitura da equipa da Biblioteca para o mês de novembro!

. 2.º Ciclo

 Intercâmbio com um inglês, de Christine Nöstlinger

 
Excerto

 «[…] podemos ficar verdadeiramente zangados se nunca nos perguntam qual é a nossa opinião e a nossa vontade! Não importa que se trate de meias de lã de ovelha, canetas de tinta permanente, estadias em Inglaterra, tamanhos de cuecas ou destinos de excursões. A minha mãe sabe o que é bom para mim. E, quando não sabe ao certo, pergunta ao meu pai. Não lhe passa pela cabeça perguntar-me a mim!
Este é um grande problema na minha vida…”





. 3.º Ciclo

Os livros que devoraram o meu pai – A estranha e mágica história de Vivaldo Bonfim, de Afonso Cruz





Excerto

«Uma biblioteca é um labirinto. Não é a primeira vez que me perco numa. Eu e o meu pai temos isso em comum. Penso que foi isso que lhe aconteceu. Ficou perdido no meio das letras, dos títulos, perdido no meio de todas as histórias que lhe habitavam a cabeça. Porque nós somos feitos de histórias, não é de a-dê-énes e códigos genéticos, nem de carne e músculos e pele e cérebros. É de histórias.”






. Secundário

 Murder is easy, de Agatha Christie


          

 Excerto

           « - Well, he said, so many murders! Rather hard to do a lot of murders and get away with it, eh?
            Miss Pinkerton shook her head.
            She said earnestly:

          - No, no, my dear boy, that’s where you’re wrong. It’s very easy to kill – so long as no one suspects you. And you see, the person in question is just the last person any one would suspect.»

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Bibliotecando

Deixamos as sugestões de leitura para este mês, enviadas pela equipa da Biblioteca:



2.º Ciclo 
A bicicleta que tinha bigodes – Ondjaki (Ler + 5.º ano)

 

 “Quando a luz vai, as conversas de rua ficam mais mágicas: os olhos tipo que brilham de outra maneira, as pessoas saem à rua e ficam a imaginar o que poderia estar a acontecer na telenovela, todos querem saber se no dia seguinte a TPA vai repetir o capítulo que todo mundo não viu, a minha Avó fica no muro a rir das nossas histórias ou conta também uma estória de antigamente, (…) a noite fica mais quente, os carros passam devagar porque as crianças brincam no meio da rua, alguém liga um rádio barulhento que quase não se ouve por causa do barulho do gerador do GeneralDorminhoco, (…) e se jogarmos às escondidas aqueles que não são da nossa tua demoram muito tempo para nos encontrar porque não conhecem os lugares melhores com bons esconderijos, tipo o vóx-váguen da doutora Victória, ou um galinheiro abandonado, ou mesmo a casa aberta de qualquer vizinho onde só nós, os da rua, podemos entrar sem pedir com-licença, quando a luz vai na minha rua, as crianças afinal reclamam de não ver novela mas no fundo no fundo, ficamos contentes porque podemos fazer mil coisas fora do ritmo normal das nossas vidas.”



 
3.º Ciclo
A coisa terrível que aconteceu a Barnaby Brocket – John Boyne (Ler + 3.º ciclo)

 




«Esta é a história de Barnaby Brocket. Para compreender Barnaby, primeiro temos de compreender os seus pais, duas pessoas que tinham tanto medo de alguém que fosse diferente que fizeram uma coisa terrível que acabaria por ter consequências dramáticas junto daqueles que amavam.
Comecemos pelo pai de Barnaby, Alistair, que se considerava um homem perfeitamente normal. Levava uma vida normal numa casa normal, num bairro normal onde fazia coisas normais de forma normal. A sua mulher era normal, tal como os seus dois filhos. (…) Depois nasceu o seu terceiro filho…»

 






Secundário

Alma de viajante – Filipe Morato Gomes


 






«Não é uma ideia original, esta de viajar à volta do Mundo, nem tão-pouco escrever sobre isso o é. Mas, por mais viajantes que percorram um dado caminho, não haverá seguramente dois que vejam e sintam e vivam e transmitam exatamente a mesma coisa, a mesma visão, a mesma emoção. (…)

Tenho por objetivo abraçar o Mundo calmamente e transmitir uma parte daquilo que sentir, vir e ouvir, que apreender com as amizades efémeras que forem naturalmente acontecendo; tentar compreender e traduzir em palavras o espírito de um lugar e as singularidades do seu povo e da sua cultura(…).»