Mais uma semana, mais um livro, mais um orador. Hoje, o Guilherme Barata (8D) apresentou, na Biblioteca, o livro Harry Potter e a Pedra Filosofal. Os espectadores compareceram em grande número e renderam-se ao entusiasmo do Guilherme. Ficámos a saber que o livro selecionado marcou de forma especial o aluno, por ter sido a obra que lhe despertou o prazer da leitura. Foram momentos de partilha e de conversa descontraída que ficarão na memória de todos os que tiveram o privilégio de assistir. Muito obrigada!quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Toques literários
Mais uma semana, mais um livro, mais um orador. Hoje, o Guilherme Barata (8D) apresentou, na Biblioteca, o livro Harry Potter e a Pedra Filosofal. Os espectadores compareceram em grande número e renderam-se ao entusiasmo do Guilherme. Ficámos a saber que o livro selecionado marcou de forma especial o aluno, por ter sido a obra que lhe despertou o prazer da leitura. Foram momentos de partilha e de conversa descontraída que ficarão na memória de todos os que tiveram o privilégio de assistir. Muito obrigada!quarta-feira, 16 de outubro de 2013
CSI da língua
A origem da palavra "tubarão" é desconhecida. A
primeira vez que foi referida em português foi no relato de Pêro Vaz de Caminha
da descoberta do Brasil. Provavelmente, trata-se de um termo tupi (língua
nativa brasileira).
A palavra "rémora" deriva do latim remora (“demora,
obstáculo, atraso”), formada por re-, intensificativo, mais mora,
“demora, atraso”. Antigamente, corria o boato de que grupos de rémoras aderiam
ao casco de embarcações, atrasando o seu percurso.
Muito conhecida de todos é a sardinha. Vem do latim sardina,
palavra que derivou da ilha de Sardenha, perto da costa oeste da Itália. E o
nome da ilha vem do latim Sardus, que designava os seus habitantes,
provavelmente com origem em alguma divindade local. Esse peixe era
abundantemente pescado nas águas ao redor da ilha, daí o nome.
O "bacalhau" tem uma origem pouco comum em
Português; trata-se de um termo que deriva do holandês kabeljauw,
equivalente a “bastão-peixe”. Curiosamente, depois de preparado, torna-se duro
como madeira, o que é muito vantajoso para o armazenar e guardar, daí o
nome.
Fonte: http://origemdapalavra.com
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
domingo, 13 de outubro de 2013
Prémio Namora para Agualusa
O último romance do escritor angolano José Eduardo Agualusa, Teoria Geral do Esquecimento, é o vencedor do Prémio Literário Fernando Namora.
Pela primeira vez foram divulgados os finalistas, que além de Agualusa incluía obras dos escritores Afonso Cruz (Jesus Cristo Bebia Cerveja), Ana Cristina Silva (O Rei do Monte Brasil), Julieta Monginho (Metade Maior) e Rui Nunes (Barro).
No comunicado enviado à imprensa, a escolha do júri é justificada pela “escrita ágil de um autor que sabe realizar uma especial economia de efeitos, encontrando uma linguagem em que o português é falado em interceção com outros modos”, segundo o texto da ata. No mesmo documento, o júri salienta que “esta obra engrandece o apurado estilo literário da ficção do autor”.
O júri foi presidido pelo escritor Vasco Graça Moura e integrou Guilherme d`Oliveira Martins (Centro Nacional de Cultura), José Manuel Mendes (Associação Portuguesa de Escritores), Manuel Frias Martins (Associação Portuguesa dos Críticos Literários), Maria Carlos Gil Loureiro (Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas), Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual, e ainda Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, pela Estoril Sol.
Ver notícia completa do Público aqui.
Luanda, 1975, véspera da Independência. Uma mulher portuguesa, aterrorizada com a evolução dos acontecimentos, ergue uma parede separando o seu apartamento do restante edifício - do resto do mundo. Durante quase trinta anos sobreviverá a custo, como uma náufraga numa ilha deserta, vendo, em redor, Luanda crescer, exultar, sofrer.
Teoria Geral do Esquecimento é um romance sobre o medo do outro, o absurdo do racismo e da xenofobia, sobre o amor e a redenção.
sábado, 12 de outubro de 2013
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Prémio Nobel da Literatura 2013
De entre os
vários candidatos ao Prémio Nobel da Literatura de 2013, foi Alice Munro, uma
escritora canadiana de 82 anos, quem acabou por vencer esta 110.ª edição da
mais prestigiada distinção literária a nível mundial. A Academia Sueca,
responsável pela atribuição do galardão, reconheceu em Alice Munro as virtudes
de um “mestre do conto contemporâneo”. Em Portugal, Alice Munro tem vindo a ser
publicada pela editora Relógio D’Água. É, portanto, uma oportunidade de leitura a
não perder!
Mais informações em:
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
"Toques literários"

Mais uma semana, mais um livro... A Inês Fernandes e a Micaela Silva (11C) apresentaram, hoje, na Biblioteca, a sua experiência de leitura de Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco. A Micaela adorou a história de amor entre Simão e Teresa, pelo seu caráter trágico e pela profundidade dos sentimentos, bem ao gosto romântico da época. A Inês, por sua vez, destacou o ritmo, na sua opinião, por vezes, demasiado rápido da narrativa. Deixamos o nosso agradecimento às duas por mais uma sessão de motivação para a leitura!
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
terça-feira, 8 de outubro de 2013
À maneira de... Almeida Garrett
Pedimos aos alunos de Literatura Portuguesa (11C) que reinterpretassem o lirismo garrettiano, criando o seu próprio poema, respeitando o estilo e a gramática literária do escritor romântico. O resultado é, no mínimo, surpreendente... Para espreitar aqui, na página desse nível de escolaridade.
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Livrarias de Lisboa - Letra Livre
A Livraria Letra Livre fica no n.º 139 da Calçada do Combro. Vende livros novos, usados e edições raras. É de salientar também a boa coleção de poesia portuguesa contemporânea que aí podemos encontrar.
Informações adicionais sobre a Letra Livre:
domingo, 6 de outubro de 2013
Padre António Vieira por Diogo Infante
Vista geral do espetáculo.
|
As turmas do 11º e do 12º anos assistiram, no dia 4 de outubro (sexta-feira), no Teatro da Comuna, ao recital do "Sermão de Santo António aos Peixes", de Padre António Vieira, interpretado por Diogo Infante.
Numa roupagem moderna e minimalista, que parecia enfatizar a atualidade da obra, e com recurso a efeitos de luz e de som, o ator prendeu o auditório do início ao fim. E, como se de um púlpito se tratasse, "pregou" aos "peixes", elogiando as suas virtudes e denunciando impiedosamente os seus defeitos.
No final do espetáculo, partilhou com os nossos alunos as suas impressões de leitura e o impacto da descoberta de Vieira, destacando a sua extraordinária contemporaneidade.
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| Diogo Infante e o grupo de alunos de 11º e 12ºanos. |
| O ator com o grupo de professores acompanhantes. |
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
"Toques literários"

Mais uma sessão, mais um livro, mais um orador brilhante, neste caso, oradora. Assistimos, hoje, na Biblioteca, à apresentação do livro Os Lusíadas para gente nova, de Vasco Graça Moura, por parte da aluna Carolina Branco (9ºC), que nos conduziu, de forma brilhante, pelo universo camoniano reinterpretado, em verso, por aquele escritor contemporâneo. E não faltaram as alusões ao Consílio dos Deuses, à Batalha de Ourique, ao amor entre Pedro e Inês, e a tantos outros episódios marcantes. Bravo!
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Projeto | Teatro

Foi hoje lançado às turmas de 7ºano, no auditório do colégio, o desafio de contrução de um espetáculo teatral sobre a figura de Pedro Arrupe. O entusiasmo ficou imediatamente estampado no rosto de todos os alunos, que acolheram a ideia com grande alegria e muita curiosidade.
O projeto, de natureza transversal, conta com a coordenação e dinamização da Pastoral e de Formação Humana, recebendo a colaboração direta dos departamentos de Português, Artes e Música. E o sonho começa a ganhar forma...
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Fernando Pessoa visto por José Saramago
Era um homem que sabia idiomas e fazia versos. Ganhou o pão e o
vinho pondo palavras no lugar de palavras, fez versos como os versos se fazem,
como se fosse a primeira vez. Começou por se chamar Fernando, pessoa como toda
a gente. Um dia lembrou-se de anunciar o aparecimento iminente de um
super-Camões, um camões muito maior que o antigo, mas, sendo uma pessoa
conhecidamente discreta, que soía andar pelos Douradores de gabardina clara,
gravata de lacinho e chapéu sem plumas, não disse que o super-Camões era ele
próprio. Afinal, um super-Camões não vai além de ser um camões maior, e ele
estava de reserva para ser Fernando Pessoas, fenómeno nunca visto antes em
Portugal.
Naturalmente, a sua vida era feita de dias, e dos dias sabemos nós
que são iguais mas não se repetem, por isso não surpreende que em um desses, ao
passar Fernando diante de um espelho, nele tivesse percebido, de relance, outra
pessoa. Pensou que havia sido mais uma ilusão de ótica, das que sempre estão a
acontecer sem que lhes prestemos atenção, ou que o último copo de aguardente
lhe assentara mal no fígado e na cabeça, mas, à cautela, deu um passo atrás
para confirmar se, como é voz corrente, os espelhos não se enganam quando
mostram. Pelo menos este tinha-se enganado: havia um homem a olhar de dentro do
espelho, e esse homem não era Fernando Pessoa. Era até um pouco mais baixo,
tinha a cara a puxar para o moreno, toda ela rapada. Com um movimento
inconsciente, Fernando levou a mão ao lábio superior, depois respirou fundo com
infantil alívio, o bigode estava lá. Muita coisa se pode esperar de figuras que
apareçam nos espelhos, menos que falem. E porque estes, Fernando e a imagem que
não era a sua, não iriam ficar ali eternamente a olhar-se, Fernando Pessoa
disse: “Chamo-me Ricardo Reis”. O outro sorriu, assentiu com a cabeça e
desapareceu. Durante um momento, o espelho ficou vazio, nu, mas logo a seguir
outra imagem surgiu, a de um homem magro, pálido, com aspeto de quem não vai
ter muita vida para viver. A Fernando pareceu-lhe que este deveria ter sido o
primeiro, porém não fez qualquer comentário, só disse: “Chamo-me Alberto
Caeiro”. O outro não sorriu, acenou apenas, frouxamente, concordando, e foi-se
embora. Fernando Pessoa deixou-se ficar à espera, sempre tinha ouvido dizer que
não há duas sem três. A terceira figura tardou uns segundos, era um homem
daqueles que exibem saúde para dar e vender, com o ar inconfundível de
engenheiro diplomado em Inglaterra. Fernando disse: “Chamo-me Álvaro de
Campos”, mas desta vez não esperou que a imagem desaparecesse do espelho,
afastou-se ele, provavelmente tinha-se cansado de ter sido tantos em tão pouco
tempo. Nessa noite, madrugada alta, Fernando Pessoa acordou a pensar se o tal
Álvaro de Campos teria ficado no espelho. Levantou-se, e o que estava lá era a
sua própria cara. Disse então: “Chamo-me Bernardo Soares”, e voltou para a
cama. Foi depois destes nomes e alguns mais que Fernando achou que era hora de
ser também ele ridículo e escreveu as cartas de amor mais ridículas do mundo.
Quando já ia muito adiantado nos trabalhos de tradução e poesia, morreu. Os
amigos diziam-lhe que tinha um grande futuro na sua frente, mas ele não deve
ter acreditado, tanto assim que decidiu morrer injustamente na flor da idade,
aos 47 anos, imagine-se. Um momento antes de acabar pediu que lhe dessem os
óculos: “Dá-me os óculos” foram as suas últimas e formais palavras. Até hoje
nunca ninguém se interessou por saber para que os queria ele, assim se vêm
ignorando ou desprezando as últimas vontades dos moribundos, mas parece bastante
plausível que a sua intenção fosse olhar-se num espelho para saber quem
finalmente lá estava. Não lhe deu tempo a parca. Aliás, nem espelho havia no
quarto. Este Fernando Pessoa nunca chegou a ter verdadeiramente a certeza de
quem era, mas por causa dessa dúvida é que nós vamos conseguindo saber um pouco
mais quem somos.
José Saramago | http://caderno.josesaramago.org/4841.html
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Clube dos poetas vídeos # 5
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", de Luís Vaz de Camões, por Rui Reininho.
O Modernismo em Portugal
A propósito dos poetas de Orpheu e da contextualização histórico-cultural da poesia de Fernando Pessoa, ouvimos, nas turmas de 12ºano, o "Manifesto Anti-Dantas". Aqui fica um excerto, brilhantemente interpretado por Mário Viegas:
Deixamos igualmente uma sugestão de visita à exposição Sob o signo de Amadeo. Um século de arte., patente na Fundação Calouste Gulbenkian até 19 jan 2014. Clicar na imagem para aceder à página oficial.
domingo, 29 de setembro de 2013
Ainda António Ramos Rosa
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Escrito na estrelas
Publicamos hoje os primeiros trabalhos dos nossos alunos do 11ºano (ver página deste nível de escolaridade, em cima, na barra). A Eunice e a Zahra colocaram-se na pele de navegadores portugueses da época das Descobertas que se perdem no mar e reencontram o seu caminho observando o céu noturno.
Dia Europeu das Línguas
O Dia Europeu das Línguas foi instituído pelo Conselho da
Europa em 2001, Ano Europeu das Línguas, para celebrar a diversidade
linguística e cultural.
. O Português no mundo
O Português é hoje, de acordo com a 16ª edição do
Ethnologue, a sexta língua materna no mundo, com mais de 200 milhões de
falantes, a seguir ao Mandarim, Hindi, Espanhol, Inglês e Árabe; e a “segunda
língua” de mais de 20 milhões. Abrange oito países (Angola, Brasil, Cabo Verde,
Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste), em
quatro continentes. Os falantes de Português representavam, há pouco tempo,
3,5% dos cerca de 6 biliões de habitantes do planeta.
Em abril de 2003, foi reconhecido pelo Parlamento Europeu
como terceira língua europeia de comunicação universal (o Inglês e o Espanhol
encabeçam a lista). É ainda língua oficial, de trabalho ou de tradução, em doze
organizações internacionais alargadas, entre as quais figuram a UNESCO, o
MERCOSUL, a UA (União Africana), a OEA (Organização dos Estados Americanos) e
os PALOP. Na Internet, segundo a Global Internet Statistics, conta com 3,5% de
falantes, valor que corresponde aos acessos em Português feitos a partir de
qualquer parte do mundo.
Recentemente, por iniciativa governamental, tornou-se língua
de aprendizagem obrigatória no Uruguai e na Argentina, dada a sua localização
estratégica em relação ao Brasil. Também o Senegal manifestou o mesmo
interesse.
Deixamos um vídeo sobre a história da nossa língua:"Toques literários"
CSI da língua
Há várias palavras interessantes associadas à escola e à aprendizagem... Apresentamos a sua etimologia, na esperança de provocar alguns sorrisos e descobertas curiosas:
. Colégio - do latim collegium, “associação, comunidade, sociedade”, de collega, companheiro de trabalho ou estudo”, formado por com-, “junto”, + a raiz de legere, “escolher”.
. Aula - do latim aula, “palácio, pátio do palácio onde se reúnem as pessoas para discussões”, mais tarde, “sala onde ficam os estudantes durante as lições”.
. Aluno - do latim alumnus, literalmente, “afilhado”, derivado de alere, “alimentar, nutrir”.
. Distração :) - do latim distrahere, “separar, puxar em diferentes direções”, formada por dis- + trahere, “puxar, arrastar”.
. Erro - do latim errare, “perder-se, andar sem destino, cometer uma inadequação”, com origem na base IE ers- “andar sem destino”.
. Estudo - do latim studiare, de studium, “estudo, aplicação”, originalmente “ansioso por fazer algo, sério”, de studere, “ser diligente”.
. Livro - do latim liber, “livro, papel, pergaminho”, originalmente “parte interna da casca das árvores”, IE leubh-, “descascar, retirar uma camada”.
. Pedagogo - do latim paedagogus, o escravo que levava o filho do senhor à escola na antiga Roma e que o supervisava em termos gerais, passando, em época mais tardia, a ensinar também. Do grego paidagogos, de pais -, “criança”, + agogos, “guia, líder”, de agein, “guiar”.
. Colégio - do latim collegium, “associação, comunidade, sociedade”, de collega, companheiro de trabalho ou estudo”, formado por com-, “junto”, + a raiz de legere, “escolher”.. Aula - do latim aula, “palácio, pátio do palácio onde se reúnem as pessoas para discussões”, mais tarde, “sala onde ficam os estudantes durante as lições”.
. Aluno - do latim alumnus, literalmente, “afilhado”, derivado de alere, “alimentar, nutrir”.
. Distração :) - do latim distrahere, “separar, puxar em diferentes direções”, formada por dis- + trahere, “puxar, arrastar”.
. Erro - do latim errare, “perder-se, andar sem destino, cometer uma inadequação”, com origem na base IE ers- “andar sem destino”.
. Estudo - do latim studiare, de studium, “estudo, aplicação”, originalmente “ansioso por fazer algo, sério”, de studere, “ser diligente”.
. Livro - do latim liber, “livro, papel, pergaminho”, originalmente “parte interna da casca das árvores”, IE leubh-, “descascar, retirar uma camada”.
. Pedagogo - do latim paedagogus, o escravo que levava o filho do senhor à escola na antiga Roma e que o supervisava em termos gerais, passando, em época mais tardia, a ensinar também. Do grego paidagogos, de pais -, “criança”, + agogos, “guia, líder”, de agein, “guiar”.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Bibliotecando
Sugestões de leitura para descobrir (e ler) na nossa biblioteca:
![]() |
| 2º ciclo |
![]() |
| 3ºciclo |
![]() |
| Secundário |
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
António Ramos Rosa | Em jeito de homenagem

Não Posso Adiar o AmorNão posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o rneu amor
nem o meu grito de libertação
Não posso adiar o coração
António Ramos Rosa, in Viagem Através de uma Nebulosa
Ler a notícia do Público, sobre a morte do poeta, escritor, tradutor, artista, aqui.
domingo, 22 de setembro de 2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
CSI da língua
"Professor" e "profeta" têm origem na raiz *IE Bha-, que significa "falar" e "luz". Assim, encontramos palavras como "confessar"; "fábula"; "falar"; "infante"; "profecia"; "professar"; "professor"; "profeta"; "profissão", que remetem para o primeiro significado (falar), e "diáfano"; "ênfase"; "epifania"; "fantasia"; "fantástico"; "fenómeno", que remetem para o segundo (luz).
terça-feira, 17 de setembro de 2013
"Blimunda" - a revista da Fundação José Saramago
A revista da Fundação José Saramago dedicada ao Nobel e aos estudos saramaguianos (e não só...) é editada digitalmente todos os meses. Os interessados podem consultá-la, fazendo o download aqui (clicar na imagem):
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
"Navegar é preciso"
Esta
expressão parece dever-se , segundo Plutarco, na obra Vidas Paralelas, ao general romano
Pompeu (106 – 48 a.C.) que, encorajando os marinheiros receosos de embarcar em
tempo de tempestade, exclamava: “Navigare necesse, vivere non est necesse!”
No século
XIV, o poeta italiano Petrarca, usando a expressão, afirmava que “A
navegação é uma ciência exata [precisa]; a vida, não”.
No séc. XX, o
nosso Pessoa retoma a frase, delimitando o seu sentido de vida ao ato criador:
“Navegadores
antigos tinham uma frase gloriosa: Navegar é preciso; viver não é preciso.
Serve para mim o espírito desta frase, transformada a forma para se casar com o
que eu sou. Viver não é necessário; o que é necessário é criar. Não conto gozar
a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para
isso tenha de ser o meu corpo e a lenha desse fogo. Só quero torná-la de toda a
humanidade ainda que para isso tenha de a perder como minha. Cada vez mais
assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito
do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a
evolução da humanidade. É a forma que em mim toma o misticismo da nossa Raça.” (In Obra Essencial de Fernando Pessoa, Prosa Íntima e de Autoconhecimento. Edição Richard Zenith, Assírio &
Alvim, Abril 2007)
Caetano Veloso regressa à frase e liga-a aos nossos “argonautas”, título
aliás da composição. Num diálogo intertextual, Caetano retoma o misticismo da
“Raça” referido por Pessoa, recuperando, contudo, os heróis portugueses
numa visão desconstrutivista da mitificação destes, humanizando-os: a navegação
é uma ciência exata – “Navegar é preciso” – , a vida não o é, ela é imprecisa e feita de aprendizagens – “Navegar é preciso,
viver não é preciso”.
Aqui fica a
canção, com um excerto da “Carta do Achamento do Brasil” de Pêro Vaz de
Caminha:
O MAR nas bancas
A revista Nau XXI é uma publicação mensal dedicada aos assuntos do MAR nas suas diversas vertentes (economia, política, ciência, ambiente, arquitectura, turismo, viagem, moda, beleza, arte, cultura, lifestyle, gastronomia e desporto). Deixamos as capas dos três primeiros números já editados:
domingo, 15 de setembro de 2013
Rodrigo Leão no novo filme de Lee Daniels
Rodrigo Leão é o compositor da banda sonora do novo filme de Lee Daniels, The Butler. Deixamos um vídeo com a sua interpretação, na antestreia, no cinema São Jorge.
(clicar na imagem para aceder ao vídeo)
sábado, 14 de setembro de 2013
Padre António Vieira no Teatro da Comuna
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Bem-vindos a bordo!
Avista-se, ao longe, lá atrás, o cais
seguro. Rumamos agora à descoberta e à procura constante dos desafios do
desconhecido… Sentimos, tal como os navegadores quinhentistas, a frescura de
Zéfiro, as gotas de Neptuno e a mão protetora de Vénus.
Nimbados de sal, onda a onda, milha a
milha, com as estrelas por azimute, deparamos com algo inesperado…
aprendizagens que fazem bem à alma!
Propomos que embarques e navegues, de peito aberto, pronto para ser
surpreendido e surpreender os restantes marujos. Olha à tua volta, partilha a tua perspetiva, viaja connosco!
Este é o porto de onde partimos para a aventura de saber sempre +.
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