Para refletir... Uma espécie de "csi" da língua!
Clicar na imagem para assistir ao vídeo:
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Toques literários
Mais uma semana, mais um livro, e, desta vez, TRÊS oradores! Hoje, na Biblioteca, a Beatriz Sousa, a Madalena Pena e o Tomás Santos (6E) apresentaram, com muita expressividade, o Livro de Cesário Verde. A sessão esteve recheada de surpresas, desde a dramatização, o recital do poema "Deslumbramentos", até à distribuição de um marcador, acompanhado de rebuçados (também eles verdes, em homenagem ao poeta!). No final, os alunos dedicaram a apresentação, com muito carinho, ao professor António Lourenço! Muito bom!
Deslumbramentos
Milady, é perigoso contemplá-la,
Quando passa aromática e normal,
Com seu tipo tão nobre e tão de sala,
Com seus gestos de neve e de metal.
Sem que nisso a desgoste ou desenfade,
Quantas vezes, seguindo-lhe as passadas,
Eu vejo-a, com real solenidade,
Ir impondo toilettes complicadas!...
Em si tudo me atrai como um tesouro:
O seu ar pensativo e senhoril,
A sua voz que tem um timbre de ouro
E o seu nevado e lúcido perfil!
Ah! Como me estonteia e me fascina...
E é, na graça distinta do seu porte,
Como a Moda supérflua e feminina,
E tão alta e serena como a Morte!...
Eu ontem encontrei-a, quando vinha,
Britânica, e fazendo-me assombrar;
Grande dama fatal, sempre sozinha,
E com firmeza e música no andar!
O seu olhar possui, num jogo ardente,
Um arcanjo e um demônio a iluminá-lo;
Como um florete, fere agudamente,
E afaga como o pêlo dum regalo!
Pois bem. Conserve o gelo por esposo,
E mostre, se eu beijar-lhe as brancas mãos,
O modo diplomático e orgulhoso
Que Ana de Áustria mostrava aos cortesãos.
E enfim prossiga altiva como a Fama,
Sem sorrisos, dramática, cortante;
Que eu procuro fundir na minha chama
Seu ermo coração, como um brilhante.
Mas cuidado, milady, não se afoite,
Que hão de acabar os bárbaros reais;
E os povos humilhados, pela noite,
Para a vingança aguçam os punhais.
E um dia, ó flor do Luxo, nas estradas,
Sob o cetim do Azul e as andorinhas,
Eu hei-de ver errar, alucinadas,
E arrastando farrapos - as rainhas!
Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde'
Quando passa aromática e normal,
Com seu tipo tão nobre e tão de sala,
Com seus gestos de neve e de metal.
Sem que nisso a desgoste ou desenfade,
Quantas vezes, seguindo-lhe as passadas,
Eu vejo-a, com real solenidade,
Ir impondo toilettes complicadas!...
Em si tudo me atrai como um tesouro:
O seu ar pensativo e senhoril,
A sua voz que tem um timbre de ouro
E o seu nevado e lúcido perfil!
Ah! Como me estonteia e me fascina...
E é, na graça distinta do seu porte,
Como a Moda supérflua e feminina,
E tão alta e serena como a Morte!...
Eu ontem encontrei-a, quando vinha,
Britânica, e fazendo-me assombrar;
Grande dama fatal, sempre sozinha,
E com firmeza e música no andar!
O seu olhar possui, num jogo ardente,
Um arcanjo e um demônio a iluminá-lo;
Como um florete, fere agudamente,
E afaga como o pêlo dum regalo!
Pois bem. Conserve o gelo por esposo,
E mostre, se eu beijar-lhe as brancas mãos,
O modo diplomático e orgulhoso
Que Ana de Áustria mostrava aos cortesãos.
E enfim prossiga altiva como a Fama,
Sem sorrisos, dramática, cortante;
Que eu procuro fundir na minha chama
Seu ermo coração, como um brilhante.
Mas cuidado, milady, não se afoite,
Que hão de acabar os bárbaros reais;
E os povos humilhados, pela noite,
Para a vingança aguçam os punhais.
E um dia, ó flor do Luxo, nas estradas,
Sob o cetim do Azul e as andorinhas,
Eu hei-de ver errar, alucinadas,
E arrastando farrapos - as rainhas!
Cesário Verde, in 'O Livro de Cesário Verde'
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Bibliotecando
Deixamos as sugestões de leitura para
este mês, enviadas pela equipa da Biblioteca. Os livros são os mesmos do mês anterior, mas com direito a uma motivação especial...
2ºCiclo
“Tudo começou com um trabalho de grupo que o Sebastião tinha de fazer para a escola. É preciso fazer notar, assim à partida, que o meu querido irmão mais velho não aprecia (para não dizer que detesta!) trabalhos de grupo. Gosta de pesquisar, escrever e apresentar sozinho. É, como explica o meu avô Jorge, um one man show, que é como quem diz: está convencido de que consegue fazer tudo sozinho. Tipo Júlio César: veni, vidi, vici. Não estudaram os romanos? Não importa, eu explico, o que o imperador romano queria dizer é que chegava, via e vencia. Claro que os romanos tinham muitos soldados, o exército chegou a reunir cento e cinquenta mil legionários altamente treinados e bem motivados para conquistar território. Só uma pequena aldeia é que escapou a este poderio romano, vocês já devem conhecer estar parte: refiro-me, claro, ao Asterix e ao Obélix. O meu irmão é mais Ideafix – como o cão! – quando mete uma na cabeça é casmurro e vence a malta por cansaço.”
Excerto de “Mistério na Primeira República, O Diário do Micas”, de Patrícia Reis
Secundário
«Adão. Segunda-feira. Este novo ser de
cabelo longo é um valente empecilho. Anda sempre à minha volta e segue-me para
todo o lado. Não gosto disto; não estou habituado a ter companhia. (…)
Terça-feira. O novo ser dá nome a tudo o que aparece antes de eu poder esboçar
um protesto. E o pretexto é sempre o mesmo: parece
ser aquilo. Por exemplo um dodo, diz que, logo que se avista um, percebe-se que
“parece um dodo”. Vai ter de passar a
chamar-se assim, sem dúvida. Desgasta-me tentar discutir sobre isso e nem vale
a pena, de qualquer maneira. Dodo! Parece-se tanto com um dodo como eu!
2ºCiclo
“- Ela está à
espera de alguém.
- É aborrecido esperar.
Agora são sempre os rapazes que desistem.
- Aqui, na cidade, há mais raparigas que
rapazes?
- De facto, há muitos
rapazes. O problema é que há muito poucos interessantes.
- Mas esta rapariga é mesmo bonitinha.
- A rapariga que dá o
primeiro passo é sempre infeliz.
- Será que ele vem?
- Como se pode saber?
Isto põe os nervos à prova.
- Felizmente já passámos essa idade. Já te
aconteceu ficares à espera de alguém?
- Era sempre ele quem esperava. E tu, já te
aconteceu deixar alguém à tua espera?”
Excerto de “Uma Cana de Pesca para o meu Avô”, de Gao Xingjian
3ºCiclo
“Tudo começou com um trabalho de grupo que o Sebastião tinha de fazer para a escola. É preciso fazer notar, assim à partida, que o meu querido irmão mais velho não aprecia (para não dizer que detesta!) trabalhos de grupo. Gosta de pesquisar, escrever e apresentar sozinho. É, como explica o meu avô Jorge, um one man show, que é como quem diz: está convencido de que consegue fazer tudo sozinho. Tipo Júlio César: veni, vidi, vici. Não estudaram os romanos? Não importa, eu explico, o que o imperador romano queria dizer é que chegava, via e vencia. Claro que os romanos tinham muitos soldados, o exército chegou a reunir cento e cinquenta mil legionários altamente treinados e bem motivados para conquistar território. Só uma pequena aldeia é que escapou a este poderio romano, vocês já devem conhecer estar parte: refiro-me, claro, ao Asterix e ao Obélix. O meu irmão é mais Ideafix – como o cão! – quando mete uma na cabeça é casmurro e vence a malta por cansaço.”Excerto de “Mistério na Primeira República, O Diário do Micas”, de Patrícia Reis
Secundário
Eva.
Quarta-feira. Quando apareceu o dodo ele pensava que era um gato selvagem –
vi-o nos seus olhos. Mas eu salvei-o. “Ora, se não é um dodo!” e expliquei como
quem não está a explicar, como é que eu sabia que era um dodo e ainda que eu
ache que ele ficou um bocado melindrado por eu saber que bicho era aquele e ele
não, foi bastante claro que ele me admira.»
Excerto de “Excertos dos diários de Adão e Eva”, de Mark Twain
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
"Toques culturais"
Na última quinta-feira, dia 30 de janeiro, na Biblioteca, alguns alunos do 12º ano apresentaram aos colegas de outros ciclos os seus trabalhos, realizados no âmbito do projeto "O universo de Fernando Pessoa numa caixa". Muito obrigado ao João Santos, à Maria Sofia Nascimento e ao Afonso Bernardino!
Aproveitamos para divulgar que, tendo em conta a afluência, a exposição estará patente até dia 7 de fevereiro.
CPA no "Mundo Pessoa"

A Casa Fernando Pessoa noticiou, na última sexta-feira, a exposição "O universo de Fernando Pessoa numa caixa". Podem ver a notícia e as imagens no blogue "Mundo Pessoa", aqui.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Primeiro Concurso de Poesia
Numa
iniciativa conjunta, a Biblioteca e o Departamento de Português convidam
todos os alunos, do 1º Ciclo ao Ensino Secundário, a participar no Concurso de
Poesia, que decorrerá entre 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2014, e
que tem como objetivo incentivar o gosto pela leitura e pela escrita de poesia.
No
dia 14 de fevereiro, celebra-se o Dia de São Valentim, que integrará a
Final do Concurso, através de uma entrega simbólica de prémios aos
vencedores e da publicação, no blogue "Navegações" e na página do
Colégio, dos poemas vencedores.
Regulamento
1.
O Concurso decorrerá entre 31 de janeiro e 7 de fevereiro de 2014,
destinando-se a premiar poemas escritos por alunos dos seguintes níveis de
ensino:
-
1º Ciclo do Ensino Básico
-
2º Ciclo do Ensino Básico
-
3º Ciclo do Ensino Básico
-
Ensino Secundário
2.
A participação no concurso é individual [não serão considerados
trabalhos de grupo ou de turma].
3.
Prazo: até 7 de fevereiro de 2014
Os
alunos que estejam interessados em concorrer devem deixar o(s) seu(s) poema(s)
de amor na caixa que se encontra na Biblioteca para esse efeito. Só serão
consideradas válidas as inscrições submetidas dentro do prazo.
4.
Tema: Todos os poemas devem respeitar a temática do Concurso, o Amor.
5.
Todos os poemas devem ser escritos a computador (Calibri, tamanho 12) e
estar devidamente identificados (nome, turma, ano). A identificação do aluno deve figurar no verso da folha. A extensão máxima de
cada texto não poderá ultrapassar os 4000 carateres.
6.
Serão apurados de entre todos os poemas os 4 melhores, no máximo de 1 por
cada nível de ensino. Os trabalhos serão
avaliados por um júri de sete elementos, designados pela Biblioteca e
pelo Departamento de Português, com a aprovação da Direção. O júri terá em
conta a correção da escrita, a riqueza de conteúdo e a originalidade da
linguagem e da forma de tratamento do tema.
7.
Não haverá recurso das decisões do júri.
8.Os
trabalhos que não corresponderem às cláusulas do presente regulamento serão desclassificados.
9.Os
prémios a atribuir aos vencedores serão anunciados oportunamente e
divulgados na página do Colégio e do Blogue "Navegações".
10.
Os trabalhos premiados serão divulgados na página do Colégio e do Blogue
"Navegações". Além disso, representarão o Colégio no Concurso
"Faça lá um poema", promovido pelo Plano Nacional de Leitura e
pelo Centro Cultural de Belém (http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/Concursos/index.php?s=concursos&op=regulamento&tipo=1&concurso=45).
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Exposição: "O universo de Fernando Pessoa numa caixa"
A partir de um vídeo de motivação ("How I became 100
artists" -http://www.youtube.com/watch?v=LpROaNue9GM), sobre o artista Shea Hembrey, que imaginou mais de cem artistas e
estilos dentro de si, foi lançado o desafio aos alunos do 12º ano:
recriar numa caixa de sapatos (cada um recebeu a sua e eram todas iguais) o
universo do seu heterónimo pessoano preferido. Com muita criatividade, estes produziram obras
excecionais, que poderão ser vistas até 31 de janeiro, na Biblioteca.
Ficam algumas imagens:
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Um novo sítio com conteúdos extraordinários
“Ao longo das últimas décadas, a Rádio e Televisão de Portugal (RTP) produziu inúmeros conteúdos cujo interesse não se esgotou na sua divulgação televisiva ou radiofónica. Entrevistas com figuras notáveis das letras, das artes, das ciências, bem como documentários sobre o património e a história, frequentemente procurados por professores e estudantes, têm tido acesso limitado ou caem até no esquecimento. Esses conteúdos são um complemento relevante para o trabalho feito na sala de aula, e passam agora a estar disponíveis online, através das várias plataformas digitais que o Ensina utiliza.” http://ensina.rtp.pt/
Concurso Nacional de Leitura
São já conhecidos os resultados da primeira fase do Concurso
Nacional de Leitura. Os alunos do CPA apurados para a segunda fase foram os
seguintes:
- Francisco Baptista (7.º B);
- Tomás Lopes (7.º B);
- Maria do Mar (9.º C);
- Madalena Zambujeiro ( 10.º A1);
- António Alvarez (11.º A);
- Madalena Cardoso (12.º ABC).
Parabéns a estes seis alunos e também a todos os que se inscreveram
e participaram nesta aventura!
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Bibliotecando
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Fomos ao teatro!
Ontem, as turmas do 9ºano assistiram, no auditório do colégio, à representação do Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, levada a cena pela companhia Cultural Kids. Para ver o vídeo, clicar na imagem:
E os alunos de 11º e de 12º anos foram ao Panteão Nacional para VER a representação teatral de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, realizada pela companhia Éter.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
"Toques culturais"
Hoje, na Biblioteca, assistimos à apresentação interessantíssima do aluno José Maria Bleck (12ºB), que nos fez viajar pelos lugares da Terra Santa. Partilhou connosco as imagens dos locais sagrados, a sua experiência pessoal, os sentimentos que o invadiram, a intensidade da fé e alguns dados muito curiosos (a coexistência de diferentes religiões, a localização geográfica, os principais monumentos, a história, a arquitetura, a paisagem, a gastronomia, a presença romana, os deliciosos sumos de romã...). E ainda confessou que gostava particularmente de fotografar portas, por serem locais de passagem, de acolhimento e de abertura aos outros. O auditório, bem repleto, ouviu-o fascinado e com muita atenção. Muito obrigada, Zé Maria!
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Regresso
Deixamos uma "receita de ano novo" do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade.
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
Receita de
ano novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 14 de dezembro de 2013
José Saramago no Teatro da Trindade
Desafiámos os nossos alunos e professores a assistir à peça A Noite, de José Saramago, na quinta-feira, dia 12 de dezembro, no Teatro da Trindade.
Com adaptação de Paulo Sousa Costa e encenação de José Carlos Garcia, esta peça conta no seu elenco com nomes conhecidos, como Vítor Norte, Paulo Pires, João Lagarto, Joana Santos, Pedro Lima, Sofia Sá da Bandeira, Samuel Alves, Filipe Crawford e Fábio Alves.
«Depois de ter feito jornais, escreveu sobre eles. Foi em "A Noite", a primeira obra dramática de Saramago que o escritor dedica a Luzia Maria Martins, a pessoa que o "achou capaz de escrever uma peça". Seria mesmo. A noite de que se fala nesta peça ficou para a história: de 24 para 25 de Abril. A ação passa-se na redação de um jornal em Lisboa e autor avisa: "Qualquer semelhança com personagens da vida real e seus ditos e feitos é pura coincidência. Evidentemente." Nem outra coisa seria de esperar. A ironia passa também pela história desta noite em que administradores e redatores entram em conflito. Uns a gritar que a máquina "há de parar" e outros a defender que ela "há de andar". Quando o escreveu, Saramago já sabia que, para o bem e para o mal, a máquina tinha continuado a andar. "A Noite" chegou aos palcos em Maio de 1979 pelo Grupo de Teatro de Campolide. Com encenação de Joaquim Benite e direção musical de Carlos Paredes, a peça contava, entre outros, com a participação de António Assunção no papel do chefe de redação Abílio Valadares.»
Assim escrevia o Diário de Notícias a 9 de outubro de 1998 sobre A Noite, que volta agora aos palcos, até 29 de dezembro, no Teatro da Trindade (em Lisboa), às quintas, sextas e sábados, às 21h30 e aos domingos às 18 horas.
Deixamos um vídeo, em jeito de convite / sugestão cultural para este fim de semana:
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Toques literários
Mais uma semana, mais um livro, mais um orador... Hoje foi a vez do João Chasqueira (7.ºE), que nos apresentou O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry. Podemos dizer com segurança que esta é uma das mais belas obras de sempre e que o João, verdadeiro piloto-aviador literário, foi um fiel divulgador do livro, ao conduzir-nos, com perícia e entusiasmo, por entre mundos exóticos e personagens improváveis. No final da aventura, pudemos ainda guardar uma daquelas ideias que nos enchem a vida inteira: “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.” Um obrigado ao João Chasqueira!

As fotografias foram tiradas pelo Miguel Pena (7.ºD).
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Dia Internacional dos Direitos Humanos


Para assinalar a data nos nossos corações e nos nossos gestos, um poema de Ary dos Santos:
Em nome dos que
choram,
Dos que
sofrem,
Dos que acendem na noite
o facho da revolta
E que de noite
morrem,
Com esperança nos olhos
e arames em volta.
Em nome dos que sonham
com palavras
De amor e paz que nunca
foram ditas,
Em nome dos que rezam em
silêncio
E falam em
silêncio
E estendem em silêncio
as duas mãos aflitas.
Em nome dos que pedem em
segredo
A esmola que os humilha
e os destrói
E devoram as lágrimas e
o medo
Quando a fome lhes
dói.
Em nome dos que dormem
ao relento
Numa cama de chuva com
lençóis de vento
O sono da miséria,
terrível e profundo.
Em nome dos teus filhos
que esqueceste,
Filho de Deus que nunca
mais nasceste,
Volta outra vez ao
mundo!
José Carlos Ary dos Santos,
Kyrie
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
O universo pessoano dentro de uma caixa
A inspiração chegou ainda no ano anterior, quando assistimos à apresentação de um projeto do professor Pedro Jesus na Gulbenkian, a propósito da ligação entre a criação heteronímica e a arte... A partir de um vídeo de motivação, sobre um artista que imaginou mais de cem artistas e estilos dentro de si (aqui), lançámos o desafio ao 12ºano: recriar numa caixa de sapatos (cada um recebeu a sua e eram todas iguais) o universo do seu heterónimo preferido. Eis alguns dos resultados. Até ao final da semana, contamos publicar aqui imagens de todas as caixas. Parabéns a todos pelo empenho e pela criatividade! Obrigada também ao professor Celso Ameixa pelo modelo inspirador que concebeu.
| A caixa original recebida pelos alunos |
| Diogo Raposo | Álvaro de Campos |
| Paulo Paiva | Alberto Caeiro |
| Paulo Paiva | Alberto Caeiro |
| Laura Panarra | Alberto Caeiro |
| Laura Panarra | Alberto Caeiro |
| Laura Panarra | Alberto Caeiro |
| Filipe Azevedo | Alberto Caeiro |
| Filipe Azevedo | Alberto Caeiro |
| Filipe Azevedo | Alberto Caeiro |
| Filipe Azevedo | Alberto Caeiro |
| Filipe Azevedo | Alberto Caeiro |
| António Batista | Alberto Caeiro |
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